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quarta-feira, 20 de julho de 2016

UM NOVO 2008 SE APROXIMA




[Este é o texto de mais um vídeo experimental de Outras Palavras. Conheça nosso canal no YouTube]
Uma tempestade financeira global está se armando, num horizonte não distante. A revista Economist dedica a capa desta semana à quebra dos bancos italianos – a começar pelo Monte dei Paschi, de Siena, a instituição financeira mais antiga do mundo em funcionamento. A crise tem também um viés político. A falência dos bancos italianos, que ocorrerá fatalmente, caso não haja intervenção, afetaria milhões de poupadores. Mas a opinião pública europeia – especialmente nos países do Norte – rejeita novas ações de salvamento das finanças com dinheiro público.

Reuniões de urgência estão sendo realizadas nestes dias. O peso da economia italiana – a quarta maior da Europa – poderia tornar o país epicentro de um tremor maior. E a situação da Europa já não é fácil. Até o poderoso – e sempre draconiano – Deutsche Bank, de Frankfurt, é hoje considerado pouco seguro. Sofreu grandes prejuízos, demitiu milhares de trabalhadores, está extremamente “alavancado” – ou seja, dependente de capitais de terceiros. Os gráficos mostram que seu valor de mercado é agora apenas um décimo do que foi antes da crise. A situação agravou-se após a sensação de incerteza desencadeada pelo Brexit – a saída da Grã-Bretanha da União Europeia. 


Mas por que a economia global voltou a ficar ameaçada? Tudo indica que as causas estão na desigualdade crescente – esta marca da qual o capitalismo contemporâneo não parece capaz de se livrar. Na verdade, as saídas adotadas diante da crise de 2008 são a gasolina que está alimentando o incêndio de agora. 

A partir de 2009, houve duas respostas à crise. A primeira foram as mal-chamadas políticas de “austeridade”, que começaram exatamente na Europa. Em quase todos os países, houve ataques aos direitos sociais, às aposentadorias e em especial aos serviços públicos. As sociedades protestaram, mas não foram ouvidas. A democracia está esvaziada. A diminuição abrupta do gasto estatal provocou desemprego e recessão.

A segunda resposta foram as políticas em favor dos bancos e à aristocracia financeira. Primeiro, os Estados destinaram montanhas de dinheiro – trilhões de dólares – para salvar instituições falidas. Depois, vieram as ações de quantitative easing. Os bancos centrais dos Estados Unidos, da Europa e do Japão tentaram estimular suas economias imprimindo outros trilhões de dólares. Mas este dinheiro não fluiu para as populações. Foi usado para comprar antecipadamente títulos da dívida pública, possuídos pelos mais ricos. Ou seja, foram trilhões de dólares novamente destinados ao chamado 1%.

Este dinheiro correu o mundo, de modo especulativo. Os muito ricos são incapazes de consumir o que ganham. Em vez disso, despejam o dinheiro em ações, moedas, mercados de futuros de commodities, imóveis. O quantitative easing serviu, por exemplo, para elevar os preços dos alimentos, da casa própria, do aluguel.
As populações perderam, portanto, duas vezes. De um lado, com o corte de direitos sociais, de serviços públicos e com o desemprego. De outro, com a inflação de alguns bens e serviços que pesam no orçamento.

Com aperto no consumo, as economias sofrem. Segundo dados recentes do FMI, o crescimento global, que havia sido de 3,7% ao ano, entre 2000 e 2010, caiu para 2,4% ao ano, a partir de 2012. Esta média é enganosa. A China, por exemplo, desacelerou mas continua crescendo mais de 7%. Já o Brasil sofre, há dois anos, a recessão mais profunda de sua história. Há, em todo o mundo, cada vez mais gente morando na rua, desemprego, empresas quebrando.

Há também, em consequência, uma explosão de dívidas, escancarada num artigo recente do Los Angeles Times. Primeiro, a dívida dos governos, devido ao pagamento de juros. Ela dobrou, desde 2008, e chegou agora a 59 trilhões de dólares.


 Mas também explodiu a dívida dos consumidores, das empresas e dos próprios bancos. Ela é hoje de R$ 199 trilhões, segundo um estudo do Instituto McKinsey. Veja o caso dos Estados Unidos, examinado em detalhes pelo Los Angeles Times. As dívidas com hipotecas caíram um pouco, a partir da crise. Mas explodiram, por exemplo, os débitos dos estudantes, com mensalidades escolares.


Para este cenário, há duas saídas. O primeiro é o dos mercados. No caso italiano, o mais urgente, a revista Economist está alarmada. Diz que uma quebra, logo após o Brexit, poderia provocar a desintegração do euro. E sugere: 1. Oferecer, em caráter de emergência, mais dinheiro público aos bancos em dificuldades; 2. Exigir, como contrapartida, mais concentração de riquezas – com compra dos bancos regionais pelos maiores – e mais políticas de “austeridade”.

No sentido oposto, a crise oferece uma oportunidade de rever e renovar os programas da esquerda para superar o capitalismo. Um ponto muito negligenciado nas abordagens tradicionais são as finanças, seu papel e as alternativas. No capitalismo contemporâneo, é também nesta esfera – muito mais do que nas fábricas – que se gera mais-valia, se acumula riquezas, se constrói desigualdade. Um programa de transformações atual não pode negligenciar a necessidade de construir um novo sistema financeiro e também monetário.

Os trilhões gastos pelo Estado para salvar bancos, e em seguida para promover o quantitative easing expõem o caráter político do dinheiro. É preciso dessacralizá-lo. Ele não é uma mercadoria padrão, neutra e intocável Ele é, ao contrário, uma relação política.

Assim como os governos emitiram verdadeiras montanhas de dinheiro em favor dos bancos, eles teriam todos os meios necessários para fazê-lo em favor das sociedades. Um caminho muito concreto para isso é criar políticas consistentes de Renda Cidadã, por meio das quais cada ser humano – pela simples condição de ser humano – recebe um valor mensal suficiente para uma vida frugal, porém digna. É tão possível quanto dar dinheiro aos bancos. É muito muito mais justo ética e socialmente. E movimenta a economia, porque é dinheiro gasto e não entesourado ou destinado à especulação. Um cálculo do site Swiss Info, ainda em 2009, mostrou que só nos primeiros meses de socorro aos bancos, os Estados gastaram 10 trilhões de dólares. Seria suficiente, diz o estudo, para pagar a cada habitante do planeta US 1422 – aproximadamente R$ 4,5 mil.

Uma segunda maneira é promover o que Jeremy Corbyn, o ousado líder do Partido Trabalhista britânico, chamou de Quantitative Easing for People. Diz Corbyn: ao invés de despejar dinheiro nos bancos, por que não alimentar, por exemplo, os sistemas públicos de Educação, Saúde, construção de moradia e outros?

Infelizmente, tanto estas informações sobre a crise bancária e suas causas quanto o debate sobre as alternativas estão muito atrasados no Brasil. Para a mídia, o assunto único é a corrupção – os grandes temas globais são um universo paralelo. Para parte da esquerda, agenda política ainda se limita às disputas institucionais por um Estado que, como em todo o mundo, é uma máquina de favorecer a aristocracia financeira. Mas se outro mundo é possível, talvez o sejam também outro debate público – e outra esquerda…

terça-feira, 12 de julho de 2016

UM PRESENTE PARA VOCÊ - CURSO DE CONSERTO DE PLACA MÃE

Placa mãe segundo entendidos, dura aproximadamente cinco anos. As placas da Intel antigas duravam mais. Tenho placas que duraram mais de dez anos, entretanto as ultimas placas da Intel passaram a encaixar-se dentro dessa expectativa de quatro a cinco anos. Tenho algumas placas Intel, as DX58SO, DX58TO que usam o socket 1366, agora fora de linha, que deram defeito com média de quatro anos e meio.

O problema dessas placas é que não se encontra mais no mercado a não ser por preço exorbitante, sendo que até as placas antigas são vendidas por preços elevados. Tenho uma LGA 2011 versão I que encaixa-se dentro desse mesmo raciocínio. Já deu defeito. Vá então comprar uma. Difícil de achar e se achar é caro demais. Tão caro que talvez nem valha a pena o preço.

Então o que fazer? Perde-se o processador normalmente bastante caro e vários componentes como as memórias por exemplo que não servem nas versões mais modernas.

Resta uma alternativa. O conserto das placas. São poucos profissionais que trabalham consertando placas mãe. Uma empresa de São Paulo consertava mas deixou de consertar. É que conforme for o caso, não compensava o conserto, mas o quadro hoje mudou, dentro dessa perspectiva que informo.

Se conseguíssemos dominar esse conserto, com certeza teríamos nas mãos um mina de ouro, a começar pelas placas que tenho aqui em casa em um total de oito e que valem uma boa grana se oferecidas ao mercado. Mas poderíamos comprar placas com defeito a preço de quilo, recuperar e vender, entre outras atividades. Por isso o curso abaixo.


CURSO DE CONSERTO DE PLACAS MÃE.

DISCO 1

INTRODUÇÃO
MATERIAL DE CONSERTO
COMPONENTES
CIRCUITOS ISOLADOS
ARQUITETURA DA PLACA MÃE


DISCO 2

TENSÃO DA PLACA MÃE
PLACA DE DIAGNÓSTICO OU DEBUG CARD
BIOS


DISCO 3

SOLDAGEM DA PLACA MÃE


DISCO 4

LIMPEZA DA PLACA MÃE
PRINCIPAIS DEFEITOS
CONSERTO AO VIVO

quinta-feira, 7 de julho de 2016

AS NUVENS NOS CEUS E O CONTROLE POPULACIONAL.



Estranhas formações de núvens nos céus assustam.

V.S. que lê essas linhas talvez não tenha se apercebido de algumas coisas que ocorrem ao nosso redor, e se não percebe é porque está imerso(a) em uma fantasia, em uma atmosfera de ilusão criada para te distrair.

Já observou como as pessoas estão morrendo hoje? Muita gente está morrendo entre 50 e 60 anos. Para o governo essa é a idade perfeita para morrer, porque é a idade em que a pessoa trabalhou a vida inteira e quando vai ficar encostado, doente ou aposentado, morre e não dá despesa para o estado, já que velhos tecnicamente não produzem, mas consomem recursos da previdência, que rouba recursos do governo.

E existe um clube. O clube dos poderosos, que não fazem muito estardalhaço, reúnem-se secretamente e definem políticas para o mundo. Essas políticas não são políticas para melhorar o mundo, ou beneficiar os pobres ou políticas humanitárias. São políticas para cuidar dos interesses dos poderosos, mesmo que sejam políticas impopulares. Estamos falando aqui do Clube Bilderberg.



É bem sabido que nas reuniões desse Grupo, os participantes discutem (em segredo), a implantação de uma agenda globalista e questões relativas da nova ordem mundial . No entanto, o que não é comumente conhecido é o fato de que, em 1973, o Grupo Bilderberg pretendeu, por exemplo, aumentar os preços da gasolina em até 400%.


príncipe Bernhard

Em maio (10 a 13) de 1973, com a queda drástica do dólar, “o príncipe Bernhard integrante do Grupo Bilderberg ouviu um participante americano, Walter Levy, delinear um “cenário para um aumento iminente de 400 por cento nas receitas de petróleo dos países membros da OPEP. O objetivo da reunião secreta em Saltsjöbaden na Suécia, não era para evitar o esperado choque dos preços do petróleo, mas sim para planejar a forma de gerir o dilúvio (o excesso de moeda) sobre os dólares do petróleo que seriam gerados, um processo que Henry Kissinger, o então Secretário de Estado dos EUA, mais tarde chamou de “reciclagem dos petrodólares.“

Na verdade, esse grupo que reúne as personalidades mais ricas e poderosas do planeta, busca gerir políticas que busquem atingir seus objetivos e que muitas das vezes são impopulares, como por exemplo o controle da população mundial.

Para atingir seus objetivos, essa organização tem como premissa principal o controle dos meios de comunicação. Em geral todos os meios de comunicação, redes de Televisão, Jornais, Revistas, emissoras de rádio etc... são controlados por eles e por isso não os investigam. A Internet, entretanto como um movimento independente, como o nosso site, os tem divulgado e eles estão cada vez mais sendo conhecidos.



Para controlar a explosão demográfica esse grupo utiliza várias políticas.

Implementação de vacinas esterilizantes. A alguns anos foi implementada uma vacina contra rubeola. Era uma vacina totalmente desnecessária porque a Rubeola atinge uma parte muito pequena  da população e é inoqua pois só prejudica os fetos das mulheres grávidas. Como consequência muitas mulheres que tomaram essa vacina nunca mais engravidaram.


LifeSiteNews.com, 14 de agosto de 2008 — O início de um programa compulsório de vacinação em massa no Brasil levantou suspeitas entre ativistas pró-vida internacionais, que notam que o programa é semelhante a outros em anos recentes que incluíam um agente esterilizante oculto nas vacinas. 
A campanha, que foi implementada pelo Ministro da Saúde pró-aborto do Brasil, José Gomes Temporão, afirmou que sua meta é aniquilar a rubéola na nação sul-americana. 
Temporão, que gastou energia considerável para legalizar o aborto, afirmava que estava preocupado com o fato de que 17 crianças brasileiras anualmente sofriam defeitos congênitos da doença, numa nação de mais de 180 milhões de pessoas. A rubéola normalmente é pouco mais do que um incômodo para os que a contraem, com sintomas que desaparecem em questão de dias ou semanas.

Dessa forma resolvemos fazer uma pesquisa aqui mesmo no nosso blog. Colocamos uma enquete que ficou por vários meses no nosso blog, enquete essa que visava atestar se de fato havia uma relação entre gravidez e vacina contra rubéola.

O resultado da nossa enquete finalmente aqui está.


Nessa pequena amostra verificamos que do total de 42 respostas, 26 se vacinaram e 16 não se vacinaram.

Como no nosso caso é importante verificar o efeito da vacina sobre a gravidez, interessa-nos apenas os casos referentes aquelas pessoas que se vacinaram que foi a maioria e que nos reporta para o quadro abaixo.





Como no nosso caso interessa apenas os casos das mulheres que estariam aptas a engravidar, eliminaremos da nossa mostra as mulheres que não engravidaram porque não quiseram, pois isso indica que elas estariam utilizando algum método anticoncepcional.



Nessa amostra colhemos o percentual das mulheres que se vacinaram e depois não conseguiram engravidar. São no total 35%, ao passo que 65% engravidaram, por querer ou sem querer.


Entendemos que há um percentual exageradamente grande de mulheres que deixaram de engravidar depois que tomaram a vacina. Obviamente não são todas, o que revela que o esterilizante não foi aplicado a todas as mulheres, para não tornar evidente esse plano macabro.

Esse grupo decidiu então providenciar várias medidas com esse fim. E algumas delas estão listadas aqui.

  • Aumentar em muito o custo da educação privatizando-a e sucatear a educação pública.
  • Aumentar em muito o custo da saúde e privatiza-la, sucateando a saúde pública.

Como é notório, a partir dos anos 70 inicia um progressivo sucateamento da saúde pública e a criação e incentivação dos planos de saúde. A partir dai os pobres deixaram de ter acesso à saúde de boa qualidade e passaram a lotar os hospitais públicos que passaram a sofrer um contínuo sucateamento.

O mesmo se dá em relação à educação pública que sofre um contínuo sucateamento, forçando as famílias a colocar seus filhos em colégios particulares, porque os professores das escolas públicas tornam-se pessimamente remunerados e a qualidade da educação cai a níveis muito baixos.

A consequência dessas políticas logo se fez perceber. Famílias que nos anos 50 tinham no mínimo cinco filhos e que deram origem ao fenômeno pós segunda guerra denominado BABY-BOOM, passaram a ter no máximo três filhos. Na média dois filhos. 
Baby Boom é uma definição genérica para crianças nascidas durante uma explosão populacional - Baby Boom em inglês, ou, em uma tradução livre, Explosão de Bebês. Dessa forma, quando definimos uma geração como Baby Boomer é necessário definir a qual Baby Boom, ou explosão populacional estamos nos referindo. Acontecimento que ocorreu depois da 2°guerra mundial mudando a história. Em geral, a atual definição de Baby boomer refere-se aos filhos da Segunda Guerra Mundial, já que logo após a essa houve uma explosão populacional. Nascidos entre 1943 e 1960, hoje são indivíduos que foram jovens durante as décadas de 60 e 70 e acompanharam de perto as mudanças culturais e sociais dessas duas décadas, como exemplo a Música Disco.
O termo popularizou-se no pós Segunda Guerra Mundial, quando houve aumento importante da natalidade nos Estados Unidos. Muitos soldados estavam voltando para suas casas, e a natalidade reagiu positivamente a isso. Trata-se da manifestação no ser humano de um reflexo biológico muito comum em espécies que se encontram ameaçadas. Eventos hostis de curta ou longa duração provocam aumento na atividade reprodutiva e na prole.

O impacto sócio-econômico de um evento de "baby boom" é causa de controvérsia entre os estudiosos da demografia sócioeconômica, pois gera alteração importante e complexa na composição da pirâmide etária populacional, com repercussões na organização das cidades, no mercado de trabalho e na população economicamente ativa, incluso que, economicamente, cada bebê que nasce é uma fonte de consumo (por parte de seus progenitores), cuja criança passa a consumir, mesmo que não tenha, inicialmente, noção de consumo; durante seu crescimento, continua a consumir e, quando chega à idade adulta, além de consumir, será mão de obra para o mercado, entrando para o mercado consumidor, que por sua vez, dá origem ao mercado de trabalho. Com isso, o consumo aquece a economia, permitindo a circulação de riquezas produzidas e consequente uma maior demanda de bens fez com que mais deles fossem produzidos.

Como consequência das políticas restritivas de aumento populacional, as populações Europeias, principalmente dos países mais adiantados na Europa, envelheceram e nos dias de hoje, existem poucos jovens adentrando o mercado de trabalho. Com isso cria-se uma situação inusitada. Como são as contribuições previdenciárias dos jovens que possibilitam sustentar as aposentadorias dos idosos, com a mudança da piramide social em que a população como um todo envelhece, sobra para os governos bancar as diferenças, criando um rombo nas contas públicas.


Idosos estão morrendo muito nos hospitais? As estatísticas de mortalidade são as mais utilizadas, mundialmente, enquanto fontes de dados para a avaliação de saúde como um todo ou em estratos populacionais – como no presente caso, de idosos. A proporção de mortes de 60 anos de idade e mais, entre os óbitos totais no Brasil, elevou-se de 52,6%, em 1996, para 58,6%, em 2005.
Pelo que podemos perceber, parece estar havendo um aumento significativo de morte de idosos em  hospitais, por causas suspeitas, o que pode significar uma orientação no sentido de produzir uma espécie de "Eutanásia Branca" ou mais especificamente um assassinato de idosos, principalmente aqueles que supostamente estão em estado de difícil recuperação.


Como é possível observar no gráfico acima há um expressivo aumento de mortes principalmente na faixa de  população mais idosa, apesar dos dados estatísticos que informam que existe um aumento da expectativa de vida na população Brasileira.


A morte de um paciente por suposta negligência médica em um hospital particular em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, está sendo investigada pela Polícia Civil do Rio. O historiador aposentado José Nazareth de Souza Froes, 85, foi internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital São Lucas no dia 28 de agosto de 2013 e morreu quatro dias depois, no dia 1º de setembro, pouco após ser transferido para um quarto. 
Um dos dois filhos do historiador, Marcelo conta que a mãe, Ruth, 84, ligou na manhã do dia 1º para ter notícias do marido, com quem completaria 60 anos de casada em julho do próximo ano. "Disseram que ele estava bem e que aguardavam confirmação se ele teria alta para o quarto ainda naquele domingo, onde faria exames e procedimentos preparatórios para tratar de uma estenose aórtica", relata. Segundo ele, a mãe recebeu uma ligação do hospital no início da tarde e foi informada que José seria encaminhado para o quarto assim que alguém da família chegasse para a visita das 15h.
"Minha mãe chegou com sua acompanhante no horário marcado e foi até a UTI. Lá, ficou sabendo que meu pai se encontrava no quarto 619. Quando chegaram no quarto, localizado no final do corredor e com as portas fechadas, encontraram meu pai sozinho, sem máscara de oxigênio e sem qualquer monitoramento, suspirando e com os olhos fechados", descreve Marcelo. Ainda de acordo com ele, neste momento a enfermeira informou que tinha ministrado o remédio prescrito e que era normal que ele estivesse em sono pesado.
 
"Quando finalmente cheguei ao quarto, por volta das 15h30, achei estranha a fisionomia de meu pai. Minha mãe disse que a enfermeira havia dito que ele estava medicado e, por isso, dormindo pesado. Aproximei-me e, ao ver que não respirava nem parecia ter pulsação, corri e pedi socorro. O atendimento foi feito por diversos profissionais, entre enfermeiras e médicos, com aparelhos de reanimação e monitoramento trazidos ao quarto, mas às 16h20 o médico me informou que não haviam conseguido salvar o paciente do que chamou de morte súbita", relata. 
 No Brasil, os idosos (pessoas com 60 anos ou mais) representam 8,6% da população total do País. De acordo com o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, da década de 1990 para os anos 2000, a população de terceira idade no Brasil cresceu 17%. O País tem hoje cerca de 20 milhões de idosos. Em 2025, esse número deve passar para 32 milhões de pessoas. 

quarta-feira, 6 de julho de 2016

JURAMENTO AO SILÊNCIO






O filme Juramento ao silêncio (Sworn to silence – 1987) mostra a trajetória do advogado Sam Fischetti durante um caso bárbaro que abalou a sociedade e o ocasionou sérias conseqüências, como a discriminação dele e da família.

Sam Fischetti é advogado cível e, certo dia, é surpreendido com o pedido da esposa de Vicent Cauley para defendê-lo de uma acusação de homicídio. Primeiramente, ele se nega, haja vista que nunca trabalhara com direito criminal, porém um pedido do juiz o faz mudar de pensamento. Trata-se de uma artimanha, pois uma defesa bem feita dificultaria uma potencial apelação.

A partir do momento em que aceita o caso, Fischetti começa a sofrer preconceito da comunidade, a qual acredita que o réu não mereceria defesa alguma. Para ajudá-lo, o advogado chama um amigo, especialista em direito criminal, Martin Costigan. Ambos acreditam que Cauley tem o direito a uma defesa eficaz. “Vamos ver se inventamos uma”, diz ironicamente Costigan.

Entretanto, não acostumado com o trejeito dos casos penais, Sam Fischetti se desilude desde o começo do caso, achando que já o havia perdido. É quando o amigo diz – mesmo antes de saber a verdade sobre o crime: “Esqueça o Código Penal. A maioria dos clientes é de criminosos”.

Vicent Cauley confessa o assassinato de Melissa Haytor, assim como o de Nancy Dearing e Sarah Goodman, até então desaparecidas. Inicia-se, então, o dilema ético de Fischetti. Junto com Costigan, ele vai até o local onde estão os corpos e fica divido entre contar a verdade às famílias das vítimas ou defender o réu imparcialmente. Ele opta pela primeira alternativa. “Talvez ninguém seja ninguém até acender uma chama na lareira e se enxergar o que não gostaria de ver. (...) Talvez agora eu seja verdadeiramente um advogado”, fala ele à esposa.

Mesmo sabendo dos crimes e apesar dos preconceitos sofridos, os advogados fazem uma defesa imparcial de Vicent Cauley e tentam esclarecer o motivo dele ter se tornado um criminoso, já que havia crescido sem padrões morais em uma família desestruturada.

O filme mostra que o advogado deve deixar as convicções de lado, em certos momentos, e trabalhar em busca de justiça, não importando a quem, já que a Constituição não faz distinções. Ao contrário, afirma que “todos são iguais perante à lei”

segunda-feira, 4 de julho de 2016

BITCOIN - O DINHEIRO DO SÉCULO XXI E QUE NÃO PODE SER CONFISCADO PELO BACENJUD

Na primeira vez que ouvi falar de Bitcoin fiquei meio receoso. Como assim uma moeda digital trocada em rede e que não tem nenhum governo ou Banco Central por trás? Aí comecei a ler a respeito, conversar com usuários do mundo todo, descobrir os detalhes da sua tecnologia e cheguei a seguinte conclusão: Bitcoin é realmente fantástico! Uma revolução pra dizer o mínimo.

 
Nesse artigo você irá aprender tudo sobre Bitcoin. Vai saber como funciona a tecnologia Blockchain que lhe serve de base. Irá conhecer todo o aspecto prático que envolve a moeda. Onde comprar, como armazenar, como gastar e como receber bitcoins. Todas as críticas e aspectos negativos da moeda digital também serão mostrados para que você tenha uma visão completa e descubra como melhor aproveitá-la.

 
ACORDO DE BRETON WOODS

Antes de mais nada, é preciso saber um pouco sobre a história do dinheiro e do sistema bancário atual. É um conhecimento que pouquíssimas pessoas dominam e que você terá a oportunidade de aprender agora. Sem ele, ficaria difícil compreender o tamanho do impacto do Bitcoin no cenário atual.
Introdução

Pouco a pouca a tecnologia vem tendo cada vez mais importância dentro de nossas vidas. Seja nas comunicações, nos transportes, na área da saúde, diversos aparelhos (hardware) seguem as ordens programadas (software) e realizam tarefas que tornam diversos processos mais rápidos e eficientes.

A popularização da internet, por exemplo, permitiu que pessoas de todo mundo pudessem trocar informações instantaneamente a um custo irrisório. Informações de todas as áreas do conhecimento estão disponibilizadas e ao alcance de qualquer um. Se antes dependíamos das estações de rádio e TV e dos jornais impressos, hoje qualquer pessoa pode divulgar informações pela internet sem intermediários.

Pode-se afirmar que o Bitcoin traz essa mesma liberdade para a questão monetária. Se atualmente o dinheiro em circulação depende do Banco Central, com o Bitcoin não há ninguém no comando. Não há Banco Central. Não há governo. Não há bancos comerciais. Enfim, o dinheiro é desestatizado.

Com o Bitcoin não existe a possibilidade de uso político do dinheiro. Não é possível realizar fraudes contábeis. Não é possível gerar inflação por expansão monetária. Enfim, o Bitcoin tira o poder da classe política e burocrática sobre o seu dinheiro.

“Dê-me o controle do dinheiro de uma nação que eu não me importarei com quem faz as leis.” Mayer Amschel Rothschild
Uma breve história do dinheiro

Desde a queda do padrão de Bretton Woods em 1971, que estabelecia padrões fixos de troca entre moedas pelo Dólar dos Estados Unidos e deste ao ouro na proporção de 35 dólares por onça (31,4g) de metal, a população mundial está a mercê do sistema fiat currency (moeda criada a partir da luz). Nesse padrão, o dinheiro não possui nenhum lastro, nada de real valor atrelado a ele. Ele, assim como no banco imobiliário, é apenas um papel com números, mas que por lei é autorizado a ser usado para pagamento de bens e produtos (legal tender).

No antigo padrão-ouro, a quantidade de dinheiro em circulação era limitada pela quantidade de ouro acumulada pelo Estado. No sistema fiat currency o governo pode imprimir a quantidade dinheiro que quiser, seja para fazer populismo, gerar inflação, cobrir déficits orçamentários e todo tipo de malandragem que os políticos são mestres em fazer. E quanto mais dinheiro é impresso, menos ele vale. É uma forma maquiavélica e silenciosa de roubar a riqueza dos cidadãos de um país sem que percebamos.


“Inflação é uma forma de tributação que pode ser imposta sem precisar de uma lei.” Milton Friedman

Bitcoin proporciona a liberdade de não ter que depender da confiança nesse sistema que já se mostrou podre e sujeito a manipulações.
Papel dos bancos

Os bancos já foram um lugar em que você podia confiar, tanto para deixar sua poupança, quanto para orientações financeiras e proteção à sua privacidade. Hoje, bancos são grande coletores de impostos e os banqueiros são grandes parceiros do governo. E sabe por que isso acontece? O sistema bancário é altamente regulado, tem preços controlados, concorrência limitada e proteção contra quebras. 
No Brasil, é um setor altamente concentrado, onde poucos players dominam mais de 90% do mercado. Quantos novos bancos você tem visto chegarem ao Brasil? O último que chegou com presença significativa foi o Santander há 20 anos.

Bancos amam governos. São eles que financiam os descalabros governamentais e fazem fortuna com a alta dos juros. São eles também que ganharam uma fábula com os processos hiperinflacionários que aconteceram no Brasil, enquanto muitos brasileiros viram seu poder aquisitivo evaporar.

Existe ainda um outro fator, que é o Sistema Bancário de Reserva Fracionária, adotado na maioria dos países. Nesse sistema, o banco não precisa manter o total dos depósitos em caixa, apenas uma pequena fração, daí o nome fracionária. Funciona assim: Você deposita R$ 10.000 no banco. No Brasil, o banco precisa manter apenas 28% do valor em caixa. Nesse caso então, ele pode emprestar R$ 7.200. Você ainda tem os R$ 10.000 iniciais na sua conta corrente, mas alguém agora tem R$7.200 emprestado. Voilá! R$10.000 se tornaram R$17.200! Se essa pessoa depositar esses R$ 7.200 que pegou emprestado do banco, o banco pode emprestar mais R$ 5.184. Voilá! Agora seus R$ 10.000 se tornaram R$ 22.384 !!!! E assim sucessivamente. É possível criar até 3,6 vezes mais dinheiro do que o depositado. Se você tentar fazer isso em casa chama-se falsificação. É crime e você pode ser preso. Quando é o banco que faz, ganha apenas esse nome de reserva fracionária.

Já em termos de privacidade e segurança, poucas coisas são mais inseguras que deixar o dinheiro no banco. Uma simples ordem do governo ou uma medida judicial inesperada e sua conta está confiscada ou congelada, fora do seu alcance. Quem já teve uma conta bloqueada sabe o transtorno que é não poder nem pagar o pãozinho na padaria.

Se um dia, os bancos foram entidades voltadas à proteção do patrimônio financeiro e responsáveis por orientar bem seus clientes, hoje eles estão do outro lado. Do lado do Estado. 

 
A tecnologia Blockchain

Agora que você já sabe um pouco de como funciona nosso sistema bancário (e não teria muito sentido aprender sobre Bitcoin sem esse conhecimento), vai aprender agora como funciona a tecnologia por trás da moeda digital e porque ela é tão fascinante.

A tecnologia em que se baseia o Bitcoin é chamada de Blockchain. Como o próprio nome diz é uma cadeia com blocos de informação sobre os bitcoins que permite uma troca segura de valores entre as partes dentro da rede, sem a necessidade de terceiros. É como se você transmitisse dinheiro diretamente da sua carteira para a carteira de outra pessoa, sem precisar de banco, da mesma forma que envia um e-mail. Cada transação é validada pelos mineradores (miners), que são os servidores da rede, e essa informação é conectada com o bloco anterior do bitcoin, formando a cadeia de blocos que o compõe. Isso implica em uma outra característica. As transações nunca podem ser desfeitas. A cadeia só é formada “para frente”.

Dessa forma, o sistema Bitcoin funciona em rede com a participação de todos os usuários e servidores conectados por meio de software específico e de código aberto. Se dentro do Paypal, a sua identificação é o e-mail, dentro do Bitcoin é um endereço bastante longo do tipo: 1XvEHSwYstNetqTFn5Au5m4GFg3xJaNVN7. Quando você envia bitcoins para alguém, você usa o endereço da pessoa para enviar. Não esqueça que se deve respeitar maiúsculas e minúsculas. Cada endereço na rede Bitcoin possui uma chave privada (private key). Quem possui a chave é quem tem a posse dos bitcoins relacionados àquele endereço. Ela deve ser guardada e protegida.


“O problema tecnológico central que o Bitcoin resolveu nunca havia sido solucionado antes…a habilidade de provar e transferir propriedade sem a necessidade de uma terceira parte definida…pagamento é a primeira aplicação para isso…mas existem mais.” Fred Ehrsam (co-fundador da Coinbase)

Os custos relacionados com a transferência de bitcoins são irrisórios. Os mineradores por serem servidores potentes que validam as transações, acabam sendo recompensados com bitcoins criadas a partir desses complexos cálculos matemáticos. É daí que vem o aumento do número de bitcoins em circulação. São criados de maneira lenta, pois requerem uma grande quantidade de processamento. Entretanto, haverá um número máximo de bitcoins a serem criados, 21 milhões, que ainda está longe de chegar. Quanto mais perto desse número, mais difícil é criá-lo.

Você pode fazer transações envolvendo bitcoins com qualquer pessoa do mundo, sem pagar nada a mais por isso, sem pedir permissão ou autorização para ninguém, sem preencher fichas ou entregar documentos. Quem já tentou fazer remessa para o exterior por meio de banco sabe que é necessário mostrar a origem dos recursos, justificar o motivo do envio, pagar IOF e esperar entre um e cinco dias em média para completar o processo. No Bitcoin, a transação demora de segundos a poucos minutos.


“A combinação de uma criptografia pública, forte e inquebrável e de comunidades virtuais em rede causarão mudanças interessantes e profundas na natureza dos sistemas econômicos e sociais. A Criptoanarquia é a realização do anarcocapitalismo no cyberespaço, ultrapassando fronteiras nacionais e libertando indivíduos para fazer quaisquer arranjos econômicos que desejem de maneira consensual.” Timothy May (1994)

Outra característica é você atua dentro do sistema Bitcoin sem a necessidade de documentos pessoais ou comprovante de endereço. Também não precisa conversar e nem explicar nada para ninguém. Você não tem gerente, nem ninguém pra ficar lhe oferecendo aquele investimento “imperdível” que faz o banco lucrar horrores. Bitcoin é um sistema que funciona de pessoa-pra-pessoa (peer-to-peer), rodando de maneira descentralizada em diversos servidores pelo mundo. A confiança é baseada nos processos matemáticos envolvidos e na criptografia.
Unidades do Bitcoin

Como já falei, haverá um número máximo de bitcoins dentro do mercado, 21 milhões, que ainda levará décadas para ser atingido. Por outro lado, cada bitcoin é divisível em até 8 casas decimais. 1 bitcoin é então formado por 100.000.000 de satoshis, que é a menor unidade de medida. Em alguns lugares, o bitcoin é negociado em bits como unidade principal. Cada bit equivale a 100 satoshis. Cada bitcoin então equivale a 1 milhão de bits. Satoshi nada mais é que o codinome daquele que em 2008 se tornou o criador do sistema Bitcoin, Satoshi Nakamoto, cuja real identidade não é conhecida.

Essa escalabilidade é fantástica pois permite micro-pagamentos dentro do sistema Bitcoin. Já imaginou se você quisesse transferir 50 centavos para pagar alguém do outro lado do mundo? Vai usar cartão, Paypal ou remessa? Os custos seriam proibitivos. Com Bitcoin isso é possível. Mas por que alguém pagaria uma quantia dessa pra alguém? Por vários motivos. Sites e blogs poderiam ser remunerados por mínimas quantias cobradas por artigo lido. Você poderia fazer micro-doações para pessoas ou entidades que julgar interessantes. Pode parecer pouco, mas quando você multiplica pequenas quantias pelos milhões de acessos que a internet pode proporcionar verá que pode ser bastante significativo para quem está do outro lado.

Veja que interessante o serviço do site Changetip. Ao invés de dar um “Curtir” ou “Compartilhar” no artigo, vídeo ou música publicados por alguém, você pode efetivamente doar essa pequena quantia para o autor e incentivá-lo realmente a manter aquilo de que você tanto gostou. Se hoje em dia, há muita má-fé envolvida na divulgação de projetos de caridade do tipo “se essa imagem receber mil ‘curtidas’ uma doação de tanto irá para a pessoa necessitada”, com o Bitcoin e serviços desse tipo, você efetivamente ajuda o destinatário instantaneamente com uma contribuição real.
Vantagens do Bitcoin

Agora que você já tem uma boa ideia de como o Bitcoin funciona, é hora de listar de maneira resumida todas as vantagens que esse sistema proporciona:
Evita controles de capital: você pode transferir bitcoins pra qualquer lugar sem a interferência do governo ou do sistema financeiro tradicional.
 
Mantém a privacidade: A posse e as transferências de bitcoins são anônimas. Não há ligação entre seu endereço na rede Bitcoin e a sua identidade pessoal.
Evita confisco: Não existe a possibilidade de ter suas bitcoins confiscadas pelo governo.
Confere proteção patrimonial: Bitcoins não estão ao alcance de ordens judiciais ou de qualquer outro agente que queira tomar sua propriedade.
Baixos custos: O armazenamento e transferência de bitcoins possui custos baixíssimos.
Independência de terceiros: As transferências são de pessoa-pra-pessoa. Não dependem de mais ninguém.
Ausência de impostos: Não há nenhum imposto envolvido nas transferências de bitcoin.
Mobilidade: Desde que você tenha acesso à internet pode fazer transferências de qualquer lugar do mundo para outra pessoa em qualquer outro lugar do mundo.
Baixo risco para vendedores: Como as transações não podem ser desfeitas, é mais seguro para vendedores receber em bitcoins do que pelas vias tradicionais.
Passo a passo para usar bitcoins


É tudo muito lindo, mas você deve estar se perguntando “como eu faço para negociar bitcoins?”. É o que vai aprender agora.

Podemos dividir em 5 partes o processo para negociar no sistema Bitcoin.

-Como comprar?
-Como armazenar?
-Como vender?
-Como gastar?
-Como receber?

Então vamos ver agora cada um desses passos:
Como comprar?


Você compra bitcoins nos mercados (exchanges), seja no Brasil ou no exterior.




Primeiramente você precisa conectar uma conta corrente a sua conta em algum mercado ou bolsa Bitcoin. O mercado deve estar disponível no país de sua conta corrente para fazer essa conexão. 

Você então transfere dinheiro da conta corrente para a conta no mercado de Bitcoin e usa esse valor para comprar bitcoins de alguém que esteja vendendo. É aí que os mercados tiram receita, cobrando um pequeno spread em cada transação efetivada.

É importante ficar atento, pois muitos desses serviços podem de repente fechar. Em geral, isso não acontece sem antes avisarem os clientes para sacar os valores e bitcoins depositados. Ainda é um mercado novo e dinâmico, com alguns players saindo e outros entrando a todo o momento. 

A tendência é que com o tempo, os melhores e maiores serviços se estabeleçam.

Como armazenar?

O armazenamento é um dos motes do Bitcoin: Seja seu próprio banco. Para guardar os bitcoins que acabou de comprar, você precisará de uma carteira (wallet). Há diversos tipos de carteira, cada uma com suas características:

-Carteira baseada na Web: é um website que você acessa pelo navegador. Alguns mercados, como o Coinbase e Circle, atuam tanto como mercado, quanto carteira. Outra alternativa chama-se Uphold, onde é possível converter Bitcoin entre diversas outras moedas (24 no total), metais preciosos (4 no total), mantê-los guardados, transferir e receber pagamentos de terceiros.

-Carteira baseada em software: é um programa que deve ser instalado no seu computador ou celular e que mantém seus bitcoins. Para computadores existe o Electrum. Para celulares Android há o Mycelium e para iOS o BreadWallet.
-Carteira baseada em hardware: é um disposito parecido com um token e que pode ser conectado via USB em seu computador. O exemplo mais conhecido desse modelo chama-se Trezor.
Você pode acessar uma lista completa de carteiras diretamente do site oficial do Bitcoin.

Como vender?

Para vender, você faz o processo inverso da compra. Manda os bitcoins da sua carteira para a sua conta no mercado e coloca uma ordem de venda. Após vender, você pode resgatar o dinheiro para a conta corrente no banco. Tudo de maneira bastante direta e objetiva.

Como gastar?

Para enviar bitcoins para outra pessoa ou instituição, basta 
  • entrar em sua carteira, escolher a opção “enviar dinheiro” (send money). 
  •  Aí você coloca o endereço do destinatário, que é aquele código alfanumérico enorme(obviamente você dá um ctrl+c, ctrl+v no código, não tem como decorar), preeenche a quantidade que deseja enviar e clica em “enviar” (send). 
  • Dentro de alguns segundos ou minutos, a transferência é concluída e os saldos de cada conta são atualizados com a operação.
Uma outra forma de gastar é usando um serviço bem interessante chamado Wirex, antigamente conhecido como e-coin. 


Este serviço permite que você envie bitcoins para sua conta na Wirex e transfira esse valor convertido em Dólar Americano, Euro ou Libra Esterlina para um cartão de débito com a bandeira MasterCard que pode ser usado no mundo todo. Um outro serviço que oferece cartão de débito com características semelhantes é o já falado SpectroCoin e o Xapo.

https://spectrocoin.com/

https://xapo.com/pt/

Onde gastar bitcoins?

Há diversos serviços na internet e até fora dela que aceitam bitcoins diretamente como forma de pagamento.

No exterior, as possibilidades são maiores: 
Microsoft, 
  • Dell, 
  • Overstock, 
  • Newegg, 
  • Showroomprive, 
  • Tigerdirect, 
  • Monoprix, 
  • Bitcoinshop, 
  • CheapAir 

e muitas outras empresas aceitam a moeda virtual em suas vendas.

No Brasil, algumas lojas virtuais e outras físicas aceitam bitcoins. Você pode encontrar uma variedade (ainda pequena) de empresas que recebem a moeda digital em troca de produtos e serviços.


Lojas que aceitam Bitcoins


Confira as lojas e serviços que aceitam Bitcoins no Brasil e no mundo!

Serviços de TI e Informática



Lojas Virtuais



Serviços Financeiros



Serviços de Marketing



Pousadas e Hotéis



ONGs e Institutos Sociais



Negócios Locais


São Paulo



Minas Gerais



Rio Grande do Sul



Paraná



Santa Catarina



Games



Turismo e Viagens



Outros Serviços


Como receber bitcoins?

Para receber bitcoins você já sabe. Basta que a pessoa que irá te pagar tenha algum dos seus endereços no mercado Bitcoin e ela será capaz de entrar na própria carteira e realizar a transferência diretamente pra você. Em poucos segundos ou minutos você será avisado da transferência e seu saldo é atualizado.

Camadas extras de proteção

Por mais que as transferências de bitcoin sejam anônimas e confidenciais, existem alguns passos a se tomar, caso você deseje níveis de proteção adicionais.

Primeiro que quando você abre uma conta num mercado de Bitcoin, você precisa fornecer suas informações pessoais, bem como uma conta bancária. É nesse momento de compra e venda que a identidade do usuário se torna conhecida.

A partir daí, todas as transações do seu endereço Bitcoin ficam armazenadas na rede, são tornadas públicas e qualquer um pode conferi-las. Portanto deve-se utilizar cada endereço Bitcoin apenas uma vez. A partir do momento da compra, é prudente criar um novo endereço que servirá para armazenar os bitcoins na carteira. Você pode criar quantos endereços desejar.

Uma outra medida de segurança é usar serviços de VPN (Virtual Private Network) que escondem o seu endereço IP dentro da internet e impedem rastreamento adicional. 

Da mesma forma, não se deve usar redes públicas não protegidas, pois os seus dados e contas podem ser hackeados. 

Também não é recomendável expor seus endereços Bitcoin em redes sociais. 

Assim como você protege as senhas de seus cartões e de sua conta bancária, você deve proteger os dados referentes aos seus bitcoins.


Críticas e desvantagens do Bitcoin

Nem tudo são flores. É um sistema muito bem elaborado e preciso, mas que também possui alguns pontos de dúvida. Pode ser que com o tempo o desenvolvimento do sistema resolva alguns desses problemas e esclareça algumas das críticas.
  • Difícil entendimento: ainda é uma moeda pouco divulgada e de difícil entendimento por parte da população em geral.

  • Necessidade de conexão com a internet para realizar pagamentos e transferências.
  • Volatilidade de preço em relação às moedas oficiais.
  • Pouco tempo de mercado: ainda é uma tecnologia não amplamente testada e aprovada.
  • A quebra do Mt. Gox em 2014, até então o maior mercado de Bitcoin do mundo, por questões técnicas e outros motivos ainda não muito claros que levaram a possível perda de 850 mil bitcoins dos clientes. O processo ainda permanece na justiça.
  • Ainda é preciso ter um equipamento de hardware e o software instalado para guardar seus bitcoins de maneira segura, algo que ainda não está disponível com facilidade em nações subdesenvolvidas.
  • Bitcoin não preenche um dos pontos importantes para se estabelecer como moeda, que seria possuir valor intrínseco.
  • O anonimato do sistema pode ser usado para fins ilícitos. Importante lembrar que um dia as “autoridades” chegaram a achar que o e-mail facilitaria a vida dos criminosos e veja só quanto e-mail é usado como prova em diversas investigações policiais.

Outras criptomoedas

Apesar do Bitcoin (cuja sigla é BTC) ser a moeda digital mais famosa e negociada, existem ainda diversas outras criptomoedas em circulação no mundo. No livre mercado é assim. Existe até competição de moedas, onde só as melhores sobrevivem. Você não precisa engolir nenhuma moeda goela abaixo simplesmente porque alguém lhe impõe. Alguns exemplos, com os respectivos códigos, são:
-Ethereum (ETH)
-Ripple (XRP)
-Litecoin (LTC)
-Dash (DASH)
-MaidSafeCoin (MAID)
-CoinoUSD (COINO)
-Dogecoin (DOGE)

Você pode acompanhar as cotações e dados de todas as principais criptomoedas no site Coincap.
Um mercado onde você pode negociar os diversos tipos de criptomoedas entre si chama-se Poloniex. Você pode abrir uma conta e trocar bitcoins por ethereums ou litecoins. Há gráficos, cotações e outras ferramentas. É um sistema bem completo e com bastante informação.

IMPOSTO DE RENDA 
 

Receita define regra para taxação de IR sobre bitcoins

Contribuintes que possuem os chamados bitcoins - moedas digitais - terão de prestar informações à Receita Federal e, em alguns casos, pagar Imposto de Renda. O fisco decidiu que essas moedas "se equiparam a ativos financeiros para fins tributários". Por isso, devem ser declarados.

A forma que a Receita espera encontrar para detectar as transações virtuais é o momento em que esses ativos são transferidos para contas ou cartões de crédito, pois nesses momentos os ativos podem ser monitorados.

Entretanto as transações feitas em BITCOINS ficam de fora do alcance da Receita Federal e principalmente do Banco Central, não podendo ser confiscados ou bloqueados.
 
Conclusão

Bitcoin em seu curto período de vida tem enfrentado diversos desafios no caminho para se tornar uma moeda confiável e amplamente usada.  No momento, talvez ainda não se possa tratá-la como uma moeda da mesma forma que o Real ou Dólar, mas a sua capacidade como meio de pagamento e transferência supera em eficiência todos os outros.

Problemas sempre irão existir e não há uma solução perfeita. A verdade é que os fatos nos mostram que os governos e seus Bancos Centrais emissores das moedas oficiais não são nem um pouco confiáveis. Dentro dessa realidade, o sistema Bitcoin se torna uma tentativa de pessoas do mundo todo buscarem a liberdade em um sistema alternativo de poupança e de livre negociação de produtos e serviços.